Histórias

" Um camponês sabe a hora de apartar o gado observando a posição do sol; um pescador, pela direção do vento, decide se vai ou não sair para o mar; o índio sabe a ocasião de plantar pela observação do tempo; e assim por diante. Na cidade, as pessoas, mesmo analfabetas, "lêem" sinais de trânsito, entendem o significado das sirenes que tocam, ouvem rádio e assistem à TV, recebendo e decodificando mensagens a todo momento. O traçado urbanístico de uma cidade, o vestuário, os ritos e costumes religiosos seriam, nesse sentido, textos a serem lidos. São parte da produção simbólica da sociedade.

 

A sociedade é uma grande rede tecida por muitas mãos, as mãos dos homens de hoje e de ontem, os quais, cada um à sua maneira, vêm dando seu ponto, seu nó nessa malha simbólica: a cultura. E assim como constrói a rede, o homem busca entendê-la, lendo os outros nós. Todo texto é um pedaço dessa rede, fruto de um recorte. Ler um texto é também ler a sociedade que o produziu. E, se a produção é plural, a leitura tem que ser plural."

 

                                                                            Ivete Lara Camargos Walty

                                     Revista Presença Pedagógica, Dimensão, 4,jul.-ago. de 1995

 

 

Alguma sugestões de textos dessa pluralidade:

 


Histórias para ler e pensar (trabalhando valores):

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